A BÍBLIA EM 1 ANO
– 12 de Julho –
Provérbios 17-19
Provérbios 17
1 Melhor é um bocado seco e tranquilidade do que a casa farta de carnes e contendas.
2 O escravo prudente dominará sobre o filho que causa vergonha e, entre os irmãos, terá parte na herança.
3 O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o Senhor.
4 O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.
5 O que escarnece do pobre insulta ao que o criou; o que se alegra da calamidade não ficará impune.
6 Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais.
7 Ao insensato não convém a palavra excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!
8 Pedra mágica é o suborno aos olhos de quem o dá, e para onde quer que se volte terá seu proveito.
9 O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.
10 Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.
11 O rebelde não busca senão o mal; por isso, mensageiro cruel se enviará contra ele.
12 Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia.
13 Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.
14 Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas.
15 O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro.
16 De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
17 Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.
18 O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.
19 O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.
20 O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.
21 O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra.
22 O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.
23 O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça.
24 A sabedoria é o alvo do inteligente, mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra.
25 O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu à luz.
26 Não é bom punir ao justo; é contra todo direito ferir ao príncipe.
27 Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência.
28 Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.
Provérbios 18
1 O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.
2 O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.
3 Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.
4 Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.
5 Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.
6 Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.
7 A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.
8 As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.
9 Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.
10 Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro.
11 Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.
12 Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
13 Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
14 O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?
15 O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.
16 O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.
17 O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.
18 Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.
19 O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.
20 Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.
21 A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
22 O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.
23 O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.
24 O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.
Provérbios 19
1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo.
2 Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.
3 A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o Senhor que o seu coração se ira.
4 As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.
5 A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa.
6 Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes.
7 Se os irmãos do pobre o aborrecem, quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com súplicas, mas não os alcança.
8 O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.
9 A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece.
10 Ao insensato não convém a vida regalada, quanto menos ao escravo dominar os príncipes!
11 A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.
12 Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei; mas seu favor é como o orvalho sobre a erva.
13 O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa.
14 A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do Senhor, a esposa prudente.
15 A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome.
16 O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre.
17 Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício.
18 Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.
19 Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.
20 Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir.
21 Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.
22 O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.
23 O temor do Senhor conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará.
24 O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
25 Quando ferires ao escarnecedor, o simples aprenderá a prudência; repreende ao sábio, e crescerá em conhecimento.
26 O que maltrata a seu pai ou manda embora a sua mãe filho é que envergonha e desonra.
27 Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento.
28 A testemunha de Belial escarnece da justiça, e a boca dos perversos devora a iniquidade.
29 Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites, para as costas dos insensatos.