A BÍBLIA EM 1 ANO
– 14 de Julho –
Provérbios 23-25
Provérbios 23
1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;
2 mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão.
3 Não cobices os seus delicados manjares, porque são comidas enganadoras.
4 Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência.
5 Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.
6 Não comas o pão do invejoso, nem cobices os seus delicados manjares.
7 Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.
8 Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas suaves palavras.
9 Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10 Não removas os marcos antigos, nem entres nos campos dos órfãos,
11 porque o seu Vingador é forte e lhes pleiteará a causa contra ti.
12 Aplica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento.
13 Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.
14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu;
16 exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17 Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia.
18 Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança.
19 Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração.
20 Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.
21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.
22 Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.
23 Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento.
24 Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará.
25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.
26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.
Provérbios 24
1 Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles,
2 porque o seu coração maquina violência, e os seus lábios falam para o mal.
3 Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma;
4 pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.
5 Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento, mais do que o robusto.
6 Com medidas de prudência farás a guerra; na multidão de conselheiros está a vitória.
7 A sabedoria é alta demais para o insensato; no juízo, a sua boca não terá palavra.
8 Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe chamarão.
9 Os desígnios do insensato são pecado, e o escarnecedor é abominável aos homens.
10 Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.
11 Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos.
12 Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?
13 Filho meu, saboreia o mel, porque é saudável, e o favo, porque é doce ao teu paladar.
14 Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança.
15 Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso,
16 porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.
17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
18 para que o Senhor não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira.
19 Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos,
20 porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará.
21 Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.
22 Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois, quem a conhecerá?
23 São também estes provérbios dos sábios. Parcialidade no julgar não é bom.
24 O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações.
25 Mas os que o repreenderem se acharão bem, e sobre eles virão grandes bênçãos.
26 Como beijo nos lábios, é a resposta com palavras retas.
27 Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa.
28 Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo, nem o enganes com os teus lábios.
29 Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
30 Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31 eis que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o seu muro de pedra, em ruínas.
32 Tendo-o visto, considerei; vi e recebi a instrução.
33 Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
34 assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
Provérbios 25
1 São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2 A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.
3 Como a altura dos céus e a profundeza da terra, assim o coração dos reis é insondável.
4 Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives;
5 tira o perverso da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;
7 porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe. A respeito do que os teus olhos viram,
8 não te apresses a litigar, pois, ao fim, que farás, quando o teu próximo te puser em apuros?
9 Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem;
10 para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.
11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12 Como pendentes e joias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13 Como o frescor de neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam, porque refrigera a alma dos seus senhores.
14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez.
15 A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos.
16 Achaste mel? Come apenas o que te basta, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo.
17 Não sejas frequente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça.
18 Maça, espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.
19 Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20 Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.
21 Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,
22 porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o Senhor te retribuirá.
23 O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado.
24 Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.
25 Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto.
26 Como fonte que foi turvada e manancial corrupto, assim é o justo que cede ao perverso.
27 Comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra.
28 Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.