A BÍBLIA EM 1 ANO
– 11 de Julho –
Provérbios 14-16
Provérbios 14
1 A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.
2 O que anda na retidão teme ao Senhor, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza.
3 Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba, mas os lábios do prudente o preservarão.
4 Não havendo bois, o celeiro fica limpo, mas pela força do boi há abundância de colheitas.
5 A testemunha verdadeira não mente, mas a falsa se desboca em mentiras.
6 O escarnecedor procura a sabedoria e não a encontra, mas para o prudente o conhecimento é fácil.
7 Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento.
8 A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora.
9 Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade.
10 O coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o estranho.
11 A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos retos florescerá.
12 Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.
13 Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza.
14 O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem.
15 O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.
16 O sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro.
17 O que presto se ira faz loucuras, e o homem de maus desígnios é odiado.
18 Os simples herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento.
19 Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos, junto às portas do justo.
20 O pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos.
21 O que despreza ao seu vizinho peca, mas o que se compadece dos pobres é feliz.
22 Acaso, não erram os que maquinam o mal? Mas amor e fidelidade haverá para os que planejam o bem.
23 Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.
24 Aos sábios a riqueza é coroa, mas a estultícia dos insensatos não passa de estultícia.
25 A testemunha verdadeira livra almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.
26 No temor do Senhor, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos.
27 O temor do Senhor é fonte de vida para evitar os laços da morte.
28 Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe.
29 O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura.
30 O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos.
31 O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado.
32 Pela sua malícia é derribado o perverso, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.
33 No coração do prudente, repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos insensatos vem a lume.
34 A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos.
35 O servo prudente goza do favor do rei, mas o que procede indignamente é objeto do seu furor.
Provérbios 15
1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2 A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.
3 Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
4 A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.
5 O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência.
6 Na casa do justo há grande tesouro, mas na renda dos perversos há perturbação.
7 A língua dos sábios derrama o conhecimento, mas o coração dos insensatos não procede assim.
8 O sacrifício dos perversos é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento.
9 O caminho do perverso é abominação ao Senhor, mas este ama o que segue a justiça.
10 Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá.
11 O além e o abismo estão descobertos perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!
12 O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios.
13 O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.
14 O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia.
15 Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo.
16 Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor, do que grande tesouro onde há inquietação.
17 Melhor é um prato de hortaliças onde há amor do que o boi cevado e, com ele, o ódio.
18 O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.
19 O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana.
20 O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe.
21 A estultícia é alegria para o que carece de entendimento, mas o homem sábio anda retamente.
22 Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.
23 O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!
24 Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno, embaixo.
25 O Senhor deita por terra a casa dos soberbos; contudo, mantém a herança da viúva.
26 Abomináveis são para o Senhor os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis.
27 O que é ávido por lucro desonesto transtorna a sua casa, mas o que odeia o suborno, esse viverá.
28 O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.
29 O Senhor está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos.
30 O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos.
31 Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada.
32 O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.
33 O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra.
Provérbios 16
1 O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.
2 Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.
3 Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.
4 O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.
5 Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune.
6 Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do Senhor os homens evitam o mal.
7 Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos.
8 Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça.
9 O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.
10 Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.
11 Peso e balança justos pertencem ao Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa.
12 A prática da impiedade é abominável para os reis, porque com justiça se estabelece o trono.
13 Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas.
14 O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua.
15 O semblante alegre do rei significa vida, e a sua benevolência é como a nuvem que traz chuva serôdia.
16 Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!
17 O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.
18 A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.
19 Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos.
20 O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz.
21 O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.
22 O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo.
23 O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.
24 Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.
25 Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.
26 A fome do trabalhador o faz trabalhar, porque a sua boca a isso o incita.
27 O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.
28 O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.
29 O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom.
30 Quem fecha os olhos imagina o mal, e, quando morde os lábios, o executa.
31 Coroa de honra são as cãs, quando se acham no caminho da justiça.
32 Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.
33 A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão.