A BÍBLIA EM 1 ANO
– 15 de Julho –
Provérbios 26-28
Provérbios 26
1 Como a neve no verão e como a chuva na ceifa, assim, a honra não convém ao insensato.
2 Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu voo, assim, a maldição sem causa não se cumpre.
3 O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos.
4 Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele.
5 Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos.
6 Os pés corta e o dano sofre quem manda mensagens por intermédio do insensato.
7 As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos insensatos.
8 Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas, assim é o que dá honra ao insensato.
9 Como galho de espinhos na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos insensatos.
10 Como um flecheiro que a todos fere, assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.
11 Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia.
12 Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.
13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
14 Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim, o preguiçoso, no seu leito.
15 O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
16 Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem.
17 Quem se mete em questão alheia é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa.
18 Como o louco que lança fogo, flechas e morte,
19 assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.
20 Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda.
21 Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
22 As palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre.
23 Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno.
24 Aquele que aborrece dissimula com os lábios, mas no íntimo encobre o engano;
25 quando te falar suavemente, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração.
26 Ainda que o seu ódio se encobre com engano, a sua malícia se descobrirá publicamente.
27 Quem abre uma cova nela cairá; e a pedra rolará sobre quem a revolve.
28 A língua falsa aborrece a quem feriu, e a boca lisonjeira é causa de ruína.
Provérbios 27
1 Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
2 Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.
3 Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.
4 Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?
5 Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6 Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.
7 A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.
8 Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.
9 Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
10 Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.
11 Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.
12 O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13 Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.
14 O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.
15 O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;
16 contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
17 Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
18 O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.
19 Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.
20 O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21 Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.
22 Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.
23 Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,
24 porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.
25 Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,
26 então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,
27 e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.
Provérbios 28
1 Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão.
2 Por causa da transgressão da terra, mudam-se frequentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua ordem.
3 O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta e não deixa trigo.
4 Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.
5 Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o Senhor entendem tudo.
6 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.
7 O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai.
8 O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.
9 O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
10 O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem.
11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.
12 Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem.
13 O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
14 Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal.
15 Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.
16 O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos.
17 O homem carregado do sangue de outrem fugirá até à cova; ninguém o detenha.
18 O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
19 O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza.
20 O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.
21 Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará.
22 Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria.
23 O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.
24 O que rouba a seu pai ou a sua mãe e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor.
25 O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no Senhor prosperará.
26 O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.
27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.
28 Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.
