A BÍBLIA EM 1 ANO
– 16 de Julho –
Provérbios 29-31
Provérbios 29
1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.
2 Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.
3 O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os bens.
4 O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna.
5 O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos.
6 Na transgressão do homem mau, há laço, mas o justo canta e se regozija.
7 Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber.
8 Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira.
9 Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim.
10 Os sanguinários aborrecem o íntegro, ao passo que, quanto aos retos, procuram tirar-lhes a vida.
11 O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime.
12 Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos.
13 O pobre e o seu opressor se encontram, mas é o Senhor quem dá luz aos olhos de ambos.
14 O rei que julga os pobres com equidade firmará o seu trono para sempre.
15 A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.
16 Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles.
17 Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.
18 Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
19 O servo não se emendará com palavras, porque, ainda que entenda, não obedecerá.
20 Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele.
21 Se alguém amimar o escravo desde a infância, por fim ele quererá ser filho.
22 O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões.
23 A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra.
24 O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia.
25 Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro.
26 Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do Senhor.
27 Para o justo, o iníquo é abominação, e o reto no seu caminho é abominação ao perverso.
Provérbios 30
1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto
2 porque sou demasiadamente estúpido para ser homem; não tenho inteligência de homem,
3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.
6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.
7 Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra:
8 afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;
9 para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado.
11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe.
12 Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.
13 Há daqueles — quão altivos são os seus olhos e levantadas as suas pálpebras!
14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens.
15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta!
16 Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!
17 Os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos.
18 Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo:
19 o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela.
20 Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade.
21 Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir:
22 sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão;
23 sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.
24 Há quatro coisas mui pequenas na terra que, porém, são mais sábias que os sábios:
25 as formigas, povo sem força; todavia, no verão preparam a sua comida;
26 os arganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas;
27 os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos;
28 o geco, que se apanha com as mãos; contudo, está nos palácios dos reis.
29 Há três que têm passo elegante, sim, quatro que andam airosamente:
30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás;
31 o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir.
32 Se procedeste insensatamente em te exaltares ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca.
33 Porque o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.
Provérbios 31
1 Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe.
2 Que te direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que te direi, ó filho dos meus votos?
3 Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis.
4 Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte.
5 Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.
6 Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito;
7 para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais.
8 Abre a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados.
9 Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.
10 Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias.
11 O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.
12 Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.
13 Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.
14 É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.
15 É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.
16 Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho.
17 Cinge os lombos de força e fortalece os braços.
18 Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite.
19 Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca.
20 Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado.
21 No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate.
22 Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.
23 Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.
24 Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores.
25 A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.
26 Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.
27 Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.
28 Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo:
29 Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.
30 Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.